Os serviços de streaming têm se tornado o principal meio utilizado pela indústria fonográfica nos últimos anos, devido ao crescente número de usuários presentes nessas plataformas, adeptos desse novo estilo de consumo musical. Atualmente, há disponível uma diversidade de plataformas, como o TIDAL, a Apple Music, a Deezer etc.

No entanto, quem abocanha a maior fatia desse mercado de consumo fonográfico é o Spotify — empresa sueca fundada em 2008, que ganha cada dia mais inscritos.

Quer saber melhor como funciona o pagamento para as gravadoras e artistas independentes pelas músicas tocadas nessa plataforma? Então, continue conosco neste post!

Então, quanto vale cada play nas plataformas de streaming?

Existe uma lista atualizada pela The Trichordist que ranqueia o valor médio pago (em dólares americanos) pelo Spotify, Apple, Amazon, YouTube e diversas outras plataformas às gravadoras ou agregadoras (no caso de artistas independentes) cada vez que um consumidor escuta uma de suas músicas.

Essa lista foi criada com base nas receitas de uma gravadora independente que disponibilizou os valores recebidos durante o ano com o Blog The Trichordist. Confira agora esse rank (parcial) publicado em janeiro de 2018!

  1. TIDAL: US$ 0,01284
  2. Apple Music: US$ 0,00783
  3. Amazon: US$ 0,00740
  4. Google: US$ 0,00611
  5. Spotify: US$ 0,00397
  6. YouTube: US$ 0,00074

Por exemplo, um artista que tem sua música tocada 1000 vezes pelo Spotify, hoje consegue arrecadar, em média, a quantia de US$ 3,97. No entanto, cabe frisar aqui que os valores de pagamento dessas plataformas não são fixos. Afinal, eles variam conforme o número de usuários do mês de arrecadação.

Vale lembrar do britânico Ed Sheeran, que, em 2017, foi o cantor mais tocado no Spotify, arrecadando nada menos do que US$ 25 milhões!

Mas os artistas recebem todo o pagamento? Como o repasse da renda em streaming é feito?

Essas perguntas só podem ser respondidas identificando se o artista que disponibiliza suas músicas na plataforma teve ou não apoio de gravadoras ou se seu trabalho foi feito de forma independente. Isso porque, quando há parcerias, geralmente os valores ou as porcentagens relativas aos direitos autorais são pré-definidos entre as partes em contratos desvinculados as plataformas de Streaming.

Por isso, o que acontece é que, nesses casos (de parcerias), os valores são transferidos para a distribuidora ou agregadora. A partir de então, já fora do controle da plataforma, a quantia é repartida conforme o contrato celebrado entre as partes. Posteriormente, a gravadora divide a renda com o artista, seguindo a divisão de royalties previamente acordada.

Muito embora, em situações como essa, cantores, compositores e artistas em geral podem usufruir de uma quantia significativamente menor. Existem diversos investimentos que são arcados por essas empresas parceiras, como marketing e custo de produção, e as mesmas costumam reter toda a receita até recuperar o valor investido.

Já nos casos de criação e divulgação independente, o artista recebe seus royalties diretamente da distribuidora ou agregadora, sem a necessidade de um intermediário. Ou seja, o artista passa a ser dono da sua própria gravadora e passa a ter uma fatia maior do bolo.

Nesses casos, ainda que a quantia final recebida possa ser maior, o próprio artista e sua equipe ficam responsáveis por toda a estratégia de marketing e pela produção dos trabalhos fonográficos — o que pode ou não compensar no final das contas, a depender do cenário.

Portanto, artistas agora contam com inúmeras plataformas de streaming para alcançar seus fãs. O Spotify, como plataforma digital de maior peso no mercado atual, tem conquistado cada vez mais usuários, o que amplia as possibilidades de divulgação e reconhecimento dos trabalhos fonográficos para um número maior de admiradores das mais diversas partes do mundo!

Agora que você sabe quanto um play no Spotify rentabiliza, que tal ficar por dentro de tudo sobre o mundo fonográfico? Então, não esqueça de assinar nossa newsletter!