Há alguns anos, as gravadoras eram, em muitos casos, imprescindíveis para que um artista pudesse divulgar seu trabalho. Isso porque o custo de gravação e a distribuição do conteúdo demandavam uma operação complexa, com altos investimentos para a produção em larga escala de CDs e Vinil.

Com o advento da internet, a distribuição digital se tornou um dos principais meios de divulgação. Plataformas como YouTube, Spotify, Apple Music, e Deezer substituíram as vendas físicas de mídias musicais. Essa mudança possibilitou o surgimento de diversos selos independentes que, pela primeira vez, tiveram a oportunidade de competir com as grandes gravadoras sem a necessidade de grandes aportes financeiros.

Nesse artigo, listamos alguns dos principais selos de música eletrônica no Brasil. Confira a lista em ordem alfabética!

Alguns dos principais selos de música eletrônica no Brasil

Alphabeat

Alphabeat é um grupo no mercado da música que atua como gravadora, editora, agenciamento de shows e gerenciamento de carreira artística. Fundada em setembro de 2017, a Alphabeat Records é a gravadora do grupo. O selo vem lançando as mais variadas vertentes do eletrônico, que vão do house ao dance pop, e também urban music. Entre os artistas que já lançaram pela label estão Dannic, Kiko Franco, Make u Sweat, Jetlag, Joe Kinni, Rakka, The Fish House, Negra Li, Dom Franco, entre outros.

Austro

Criado em setembro de 2016, a Austro, selo de música eletrônica da Som Livre, tem como principal objetivo fortalecer o segmento no Brasil. A criação da marca contou com a participação de Leo Janeiro, que além de ser um DJ muito experiente, também cumpre um papel importante na profissionalização do mercado através de suas consultorias e trabalho de curadoria do Rio Music Conference. O casting da Austro é formado por Bhaskar, WAO, Ralk e D.I.B, que são artistas exclusivos, além de lançamentos de nomes como Gui Boratto, Pontifexx, VINNE, Chemical Surf, Goldfish, De Hofnar e Cool Keedz.

Braslive Records

A Braslive Records é o selo de música eletrônica da Braslive Entertainment. Além de seus próprios lançamentos independentes, a marca mantém relações comerciais com outras gravadoras nacionais e internacionais, como Spinnin’, Armada, Universal, Warner e Sony Music. Fundada em 2010, no Rio de Janeiro, a empresa possui em seu catálogo artistas como Joy Corporation, Manimal, FTampa, Felguk e RICCI.

HUB Records

Lançada no ano de 2016 por Felippe Senne, a HUB Records é atualmente distribuída pela Sony Music Brasil. Os principais artistas do selo são Cat Dealers, KVSH, Felguk, JØRD e Evokings. A estratégia da marca é trabalhar apenas conteúdo de qualidade, sem a pressão de ter um grande volume de lançamentos. A gravadora também possui um sub-label chamado HUB Lab para divulgação de novos talentos.

Liboo

Fundado em 2015, o selo surgiu com o objetivo de se tornar referência na dance music através da união da música eletrônica e o mainstream. Para abraçar os dois mundos, se uniu a uma das maiores gravadoras do mundo, a Universal Music. Entre os artistas assinados pela Liboo, estão Bruno Be, Pic Schmitz, Öwnboss e Malik Mustache. Foi também responsável por lançamentos de grande sucesso como “Human” remixado por Vintage Culture, Bruno Be, e Manimal, e o remix de Vintage Culture e Ghostt para “Sede Pra Te Ver” do KVSH.

Lo Kik Records

Fundada em 2007 pelo grupo LK2 Music, o selo Lo Kik Records é dedicado às vertentes de Techno, Tech House, e House. Com mais de uma década em atividade, conquistou seu espaço e reconhecimento ao assinar faixas de artistas como Gui Boratto, D-Nox, Re Dupre, Fabricio Peçanha, Carlo Dall Anese, Viktor Mora, Groove Delight, e muito mais.

Só Track Boa

Gravadora, marca de roupa e festival, o Só Track Boa foi criado em Curitiba, no ano de 2014. O que surgiu como um selo de música eletrônica independente se transformou em uma marca que não parou de crescer e vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. O selo Só Track Boa já lançou nomes como Manimal, VINNE, Dashdot, além é claro do Vintage Culture, patrono da marca.

Além dos selos que comentamos acima, existem vários outros que fazem um excelente trabalho no Brasil. As gravadoras de música eletrônica nacionais vivem um momento de constante crescimento, o que é essencial para fomentar o surgimento de novos artistas brasileiros e movimentar ainda mais o mercado.

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