Cada vez mais ouvintes de todo o mundo têm utilizado algum tipo de plataforma de streaming como principal meio de acesso às suas músicas prediletas. Paralelamente a essa procura ter aumentado, em 2017, as vendas de CDs e DVDs no mercado sofreram uma queda de 31,2%.

O que, a princípio, poderia soar como um problema para artistas e gravadoras, na verdade, desponta como uma solução. Isso porque essa migração tem facilitado a maneira como as músicas são divulgadas ao público e monetizadas.

Esses canais também são eficientes no combate à pirataria, pois oferecem um consumo autorizado desses conteúdos fonográficos por qualquer pessoa, de modo mais prático e barato — e com ótima qualidade de transmissão.

Quer saber um pouco mais sobre as principais plataformas do mercado e o que você precisa fazer para disponibilizar suas músicas por lá? Confira!

Qual a relevância de cada plataforma de streaming?

Considerando o crescente consumo musical via streaming, é fundamental que os artistas entendam as origens e influências de cada uma das plataformas mais relevantes na indústria atual.

Spotify

É considerada a plataforma de maior peso no mercado global. Com 159 milhões de usuários ativos (ou seja, que utilizam o canal, pelo menos, duas vezes ao mês), a empresa sueca, lançada em 2006, detém o maior número de músicas disponíveis a seus usuários.

Apple Music

A Apple cumpriu um papel muito importante no mercado da música ao criar o iTunes, foi uma forma eficiente de capitalizar fonogramas com a venda de digital downloads. Com a queda desse formato e o crescimento do streaming, a empresa se reinventou com a criação do Apple Music.

A plataforma de streaming da Apple foi inserida no mercado em junho de 2015 nos EUA e já possui mais de 38 milhões de assinantes.

Deezer

Em 2007, o francês, Daniel Marhely lançou no mercado uma plataforma chamada Blogmusik. Na época, o principal objetivo de Marhely era garantir o acesso ilimitado de conteúdo fonográfico aos amantes da música. Em agosto do mesmo ano, a plataforma passou por uma reformulação e ganhou um novo nome: Deezer.

Atualmente, estima-se que 7 milhões de pessoas são assinantes pagos do Deezer. No total, o número de usuários ativos é de, aproximadamente, 14 milhões.

TIDAL

Em outubro de 2014, a TIDAL foi lançada pela companhia tecnológica Aspiro. Alguns meses depois, o rapper norte-americano Jay-Z, em parceria com outros artistas de renome, como Rihanna, adquiriram a plataforma no valor de 56 milhões de dólares.

Dados recentes constataram que o número de contas ativas é de 1,2 milhão, com um total aproximado de 850 mil assinantes, sendo considerado o canal que mais bem paga os artistas por música tocada.

Como colocar suas músicas em uma plataforma de streaming?

Para conseguir fazer o upload de singles ou álbuns nessas plataformas, é preciso procurar por um intermediário especializado, que será responsável pela distribuição das faixas. Assim, antes de tudo, os artistas devem firmar um acordo com uma distribuidora ou agregadora.

Tunecore, por exemplo, realiza a cobrança de US$ 29,99 por álbum e US$ 9,99 por single. Além disso, é incluído o pagamento de uma taxa anual de US$ 49,99 (para serviços de upload de discos) ou US$ 9,99 (para upload de singles). Outras agregadoras, como a Altafonte e a ONErpm, também apresentam soluções de distribuição, porém com a cobrança de um percentual sobre as vendas.

Concluída essa parte, os artistas podem distribuir seus fonogramas pelo site da agregadora e, ao final, escolher em quais plataformas digitais e países gostariam de disponibilizar o trabalho. À medida que as músicas são tocadas, os royalties são contabilizados e, então, repassados pelas plataformas às distribuidoras que, em última instância, os transferem aos artistas. Vale ressaltar que os pagamentos não são feitos em tempo real, pois cada plataforma tem o seu período para realizar a transferência.

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